Sou de um tempo e lugar onde se categorizava todo o vestir: havia a roupa pra sair, a roupa de trabalho, existia também as que serviam pra ficar em casa, a de ir à Igreja, à praça e por aí iam todas as infinitas “regras” imputadas num ato que deveria ser tão simples e livre como o de nos vestirmos..

secretaria-de-futuro

Filmes de sucesso como esse, Secretária do Futuro, nos anos 1980 ensinavam que a roupa de trabalho tinha que ser séria, muito séria!!!

Esse tempo já passou, graças!!!

Nos modernizamos e essas categorias tão fechadas não mais existem. Inclusive, esse tempo tão separado assim, o do trabalho,  da casa, o da Igreja, passeio e assim por diante, caiu por terra, não é mesmo? Agora, em nossa vida maluca, a Igreja pode ser também passeio, o trabalho, diversão, podemos sair do trabalho e passear, também o inverso, sair do passeio para trabalhar… Juro que não estou aqui dando uma de velhinha com o pensamento  - No meu tempo é que era bom!  -,  juro que não!!!

Só estou falando tudo isso pra marcar a passagem do tempo… e se ele passou, é logico que o sentido de nos vestirmos para o trabalho também não é o mesmo, não? Pois não deveria ser mesmo!!!

Até por que, vamos combinar,  atualmente passamos muito mais tempo no trabalho do que em qualquer outro espaço de nossas vidas. Pelos menos, pessoas assim como eu e você, reles humanos e mortais…  Se o trabalho ocupa o maior função no vestir moderno, não é justo que não possamos ser mais livres e felizes ao realizarmos o ato, não é mesmo? Portanto, podemos buscar alternativas além do uniforme.

Me refiro aos uniformes, pois mesmo nos trabalhos que não os exigem, a adoção de uma fórmula única de se vestir para o trabalho é muito recorrente. Aqui no Entrelinhas mesmo já atendemos muitos trabalhadores que haviam inventado/incorporado essa fórmula do vestir em seu dia a dia, dessa forma, acabavam criando uma nova espécie de uniforme pessoal e ao se sentirem enjoados de vestir sempre a mesma roupa procuravam pelos serviços de Consultoria em Imagem Pessoal e Profissional.

Enfim, aqui reivindicamos o direito ao enfeite, à beleza e de sermos felizes ao nos vestirmos para o trabalho!!!

Fofo Mariana

Nas imagens acima vocês podem ver a carinha de felicidade de uma cliente feminina ao se libertar do enfadonho uniforme – camisa listrada, calça social e blazer – de todo dia.

Sei que muitos devem estar pensando – Mas e nos trabalhos com códigos mais formais, nas empresas que exigem determinados tipos de roupas de seus funcionários e etc, como fazer ? Bom, a resposta à pergunta é sempre não nos limitarmos às fórmulas  que nos foram impostas ou que nos impomos em nosso cotidiano. Há sempre a possibilidade de usarmos um acessório a mais (colar, pulseira, relógio, etc.), uma cor que normalmente não usamos (em detalhe como a gravata, por exemplo), capricharmos na maquiagem e por aí vão uma série de possibilidades que podem nos deixar mais bonitos e felizes para exercermos a nossa atividade cotidiana.

E para prosseguir e finalizar o meu manifesto, o da liberdade e criatividade para se vestir para trabalhar, vou contar um pouco pra vocês o que aconteceu comigo…

Pra quem não sabe eu tenho um montão de tarefas e trabalhos : o Entrelinhas, sou docente de Cultura de Moda na Butique de Cursos, dou workshop sobre o tema em empresas e ainda, de quebra, dou um montão de aulas de história num colégio super tradicional aqui em Campinas. Ufa, não falei que gente assim como eu passa muito mais tempo se vestindo para o trabalho???

Pois então, o dresscode que tenho que seguir não é nada formal (graças!!!), mas, mesmo assim, por muito tempo segui uma fórmula de não muito me importar com que vestia para dar aulas, colocava um vestidinho (não curto, please!), ou uma calça e blusinha, ou saia e blusinha (não curta, please!) e lá ia eu de manhãzinha, bem de manhãzinha trabalhar… Era como, muitas vezes, ligar o piloto automático: do carro, do guarda roupa, da aula… dava pouco trabalho, mas, muitas vezes, deixava de fazer sentido,`as vezes, era sem graça  e sem autoria.

O meu tempo passou e um montão de coisas aconteceram: me formei como consultora, tive a Alice, criei o Entrelinhas, descobri a minha coloração pessoal, etc. etc. etc. E essa porção de mudanças também me fizeram transformar a forma que me visto para o trabalho: hoje em dia, invisto na minha produção pessoal, penso no que vou vestir sim, combino cores, estampas, acessórios e saio de manhãzinha, bem de manhãzinha para trabalhar… quase sempre, feliz e contente!!!

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Nas imagens acima (nem todas estão com excelente qualidade, sorry!), vocês podem ver alguns dos looks ou detalhes deles que uso para trabalhar. A criatividade deles vem do meu estilo pessoal e do ambiente de trabalho que permite essa liberdade.

O resultado dessa liberdade e criatividade em meu vestir vai para além de todas aquelas questões pessoais (de me sentir mais bonita, ter mais segurança e autoconfiança, autoestima etc, etc.), a minha comunicação social/profissional também mudou, passou a ser cada vez melhor…Não que todos os meus alunos gostem do meu estilo (como diria Nelson Rodrigues, Toda unanimidade é burra! hahaha), mas a liberdade, felicidade e criatividade, no cotidiano, transcenderam as roupas e se interpuseram também na relação pessoal…

Não é o máximo isso?

Por hoje é só,

Beijos criativos!!!

(por Fer Junqueira)

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Fernanda Junqueira

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