Le-Smoking

Le Smoking, Yves Saint Laurent

Já faz algum tempo que o Entrelinhas vem falando por aqui, no Canal do Youtube e em nossas páginas nas redes sociais sobre o poder que há nas roupas. Com nossos clientes não poderia ser diferente, durante todo o processo da consultoria, demonstramos esse poder, fazendo com que eles percebam o quanto elas passam mensagem, expressam a personalidade e os diferenciam em meio à “multidão”.

Mas hoje contaremos um pouco como a roupa pode ser também usada como instrumento para alcançar a igualdade e combater as injustiças.

Por muitos e muitos anos, mulheres transformaram o ato de vestir-se em ato de coragem  e, lógico, em meio às desaprovações sociais, explicitavam em seus corpos o direito de serem tratadas iguais aos homens.

Quando elas investiram  sobre os guarda-roupas dos homens e de lá retiraram uma peça como a calça que desde o nascimento da moda era reconhecida como sendo símbolo da masculinidade, reivindicam sim o direito à igualdade, mas mais do que tudo, à mobilidade.

Nessa história corajosa entrelaçam-se a o feminismo, a moda e os esportes.

Durante o século XIX, em meio à voga do uso de bicicleta na Europa e Estados Unidos, mulheres passaram a pleitear o uso desse meio de transporte e atividade recreativa que à princípio era apenas direcionada aos homens. Também aproveitavam para questionar suas longas jornadas de trabalho e salários mais baixos aos dos homens. Reinvidicavam o direito à participação política, nos primeiros ecos dos movimentos sufragistas. E ainda se opunham ao seu aprisionamento em meio a arames e metros e metros de tecidos que compunham espartilhos, crinolinas e afins. Exigiam o direito a serem livres!

Amelia Bloomer, assim como todas  as suas amigas ativistas, acreditava em toda essa ordem de direitos, desejos e necessidades femininos e vestiu como ninguém o movimento. Editora do jornal feminista The Lily, propagava os ideias e também um novo estilo de viver e vestir. Vestiam uma espécie de calças turcas, largas e volumosas como as saias, mas que favoreciam o movimento.

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Meio século depois, o genial Paul Poiret, em gesto de vanguarda,  sugeria na capa da Vogue o uso das calças por mulheres corajosas, criativas e destemidas. Por que não ?

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Depois de anos, alguns anos, a mesma revista em tom de sofisticada ousadia ecoava o direito das mulheres em usar calças, por que não?l

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Outras mulheres, importantes mulheres, continuavam o questionamento – por que não ?

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Coco Chanel

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Katharine Hepburn

Daí, outros anos se passaram e outros tantas mulheres, importantes ou não, revindicavam o direito de usarem suas calças, oras, por que não?

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Anos 1940

1970

Anos 1970

Enfim, custou anos e anos para as mulheres conquistarem o  direito de usarem as suas próprias calças. E o da mobilidade e igualdade, em muitos lugares, ainda estão por vir!!!

Por hoje é isso. Celebramos o mês de março onde possamos pensar melhor no que é ser mulher!

(por Fernanda Junqueira)

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Fernanda Junqueira

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